Teste do coraçãozinho

As cardiopatias congênitas se desenvolvem durante o período gestacional e resultam em malformações e anormalidades no coração. Elas podem ser detectadas por meio de ultrassom morfológico e ecocardiografia fetal a partir da 20ª semana de gestação.

A descoberta precoce deste problema é muito importante, pois, quanto mais cedo for tratado, melhor para o paciente. No caso da mãe não ter realizado os exames durante o período gestacional, é possível fazer a triagem de algumas cardiopatias congênitas críticas, ainda na maternidade, pelo exame de oximetria de pulso, popularmente conhecido como teste do coraçãozinho.

O teste, por meio de uma “pulseirinha”, mede a concentração de oxigênio no sangue e pode detectar problemas no coração antes mesmo de haver sintomas. Em média, um em cada 100 bebês nascidos ao ano apresenta alguma cardiopatia.

Como o teste no coraçãozinho é feito no bebê?

  • O oxímetro é colocado na mão direita do bebê e, depois, em um dos membros inferiores, para medir a concentração de oxigênio no sangue;
  • Se a concentração de oxigênio medida for menor do que 95%, ou caso tenha uma diferença superior a 3% entre as medições no membro superior e no inferior (mão e pé), um novo teste deve ser feito;
  • Caso seja feito novo teste e os resultados forem os mesmos, o bebê deverá ser submetido a um ecocardiograma para confirmação do problema cardíaco.

No Brasil, é obrigatório por lei a realização do teste do coraçãozinho, sem custo algum, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Referências