Retinopatia da prematuridade pode levar à cegueira


A retinopatia da prematuridade é uma doença ocular muito comum em prematuros e uma das principais causas da cegueira infantil. Felizmente, em 90% dos casos a condição não é grave e não prejudica a visão. Mas, é importante que os pais estejam atentos para que o diagnóstico precoce seja feito e, consequentemente, o tratamento tenha mais chances de sucesso.

Os vasos sanguíneos que nutrem a retina – na parte de trás do olho – começam a se desenvolver a partir dos três meses de gravidez e estão totalmente desenvolvidos no momento do parto a termo. Mas, se o bebê nasce muito cedo, estes vasos podem parar de crescer ou crescer de forma anormal, danificando a retina e causando a retinopatia da prematuridade. Alguns bebês são mais vulneráveis à retinopatia:

  • Bebês que nasceram prematuramente, antes da 32ª semana de gestação;
  • Bebês que nasceram com baixo peso (menos de 1500 gramas);
  • Bebês que precisaram de tratamento com oxigênio.

Estágios da retinopatia da prematuridade

Além de ser submetido ao teste do olhinho, todo bebê prematuro precisa ser consultado com oftalmologista após a sua alta da unidade neonatal. O médico usará um instrumento especial para examinar o fundo do olho da criança e determinar o grau de comprometimento de cada olho. Este exame permitirá que o especialista classifique a condição em um dentre cincos estágios:

  • Estágio 1 - crescimento levemente anormal dos vasos sanguíneos da retina;
  • Estágio 2 - crescimento moderadamente anormal dos vasos sanguíneos;
  • Estágio 3 - crescimento severamente anormal dos vasos sanguíneos;
  • Estágio 4 - crescimento severamente anormal dos vasos sanguíneos e descolamento parcial da retina;
  • Estágio 5 - deslocamento total da retina.

Como é o tratamento da retinopatia da prematuridade?

Apenas o médico pode recomendar o tratamento certo para um bebê com retinopatia da prematuridade, que dependerá da sua gravidade. Geralmente, a retinopatia de fase 1 ou 2 não requer nenhum tratamento. Mas, é preciso agendar exames oculares periódicos para se certificar que o problema não piorou. Para os casos mais graves da doença, existem opções de tratamento por meio de cirurgia.

É importante ficar atento, pois os bebês com retinopatia da prematuridade têm um risco maior de desenvolver outros problemas oculares no futuro, como miopia, estrabismo, ambliopia e glaucoma. Entretanto, eles podem ser controlados ou tratados. Por isso, o seu bebê deve ser monitorado por um oftalmologista mesmo após ter alta do hospital.

Referências